Seguro cyber oferece proteção a empresas em ambientes virtuais

Em constante evolução, a tecnologia traz muita praticidade para o dia a dia dos negócios, mas, por outro lado, expõe empresas e usuários a diversos riscos. O possível roubo de dados em ambientes virtuais é um deles, e pode causar transtornos e prejuízos significativos. O crime é mais comum do que se pensa: apenas no ano passado, foram 8,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no Brasil, segundo pesquisa do laboratório de inteligência de ameaças FortiGuard Labs.

Com a pandemia da Covid-19 e a necessidade de trabalho em sistema de home office, as companhias ficaram ainda mais vulneráveis às invasões, devido à capilarização da rede corporativa por diferentes domicílios. Somado a isso, tem-se o alto nível de sofisticação das ações de cibercriminosos, que usam até mesmo inteligência artificial para atacar bases de dados privadas.  

Pensado para proteger as informações digitais das empresas e de seus clientes frente aos riscos cibernéticos, o cyber seguro tem se tornado popular no Brasil. A apólice resguarda o cliente em caso de vazamento de informações que estão sob domínio da companhia. O objetivo é reduzir a chance de prejuízos em decorrência de ataques.

As seguradoras oferecem coberturas tanto em relação a informações da própria segurada, como de seus clientes e prestadores de serviços. Entre os benefícios, estão o pagamento de despesas com a defesa ou com danos causados a terceiros após violação de segurança; a proteção contra o uso de informações sigilosas e a destruição ou modificação de dados; a restituição após extorsões sofridas na internet; as indenizações em processos judiciais; e o reembolso de lucros cessantes, em situações como as de falha no sistema decorrentes de ataques. 

A apólice também engloba os custos de defesa e multas em casos de violações da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) ou de outras legislações sobre a proteção de informações confidenciais no Brasil e no exterior, como a GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia). Em vigor desde setembro, a LGPD estabelece normas sobre o tratamento de dados pessoais para proteger os direitos de liberdade e privacidade.

Nas especificações da lei, consta a orientação para a adoção de medidas de segurança, técnicas e administrativas para assegurar dados pessoais ante acessos não autorizados e situações de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito. Em caso de uso indevido das informações, as empresas podem ser penalizadas com multas.

*Foto: Pexels

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