Pesquisa indica viés das decisões dos membros da Suprema Corte americana

Uma série de três pesquisas desenvolvidas em 2010, 2020 e 2021 mostra que as decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos têm se tornado mais conservadoras ao longo da década. Especialmente no último ano, os entendimentos passaram a não refletir mais o posicionamento da maioria dos americanos. 

Uma das possibilidades para essa mudança, de acordo com a análise de 2021, foi a substituição da juíza Ruth Bader Ginsburg – que faleceu em setembro de 2020 e era conhecida por sua luta por maior igualdade de gênero – pela juíza Amy Coney Barrett.

Cada pesquisa contou com 1.500 a 2.260 participantes, e as respostas sobre questões políticas foram comparadas a eventuais decisões do tribunal. Casos de grande repercussão social e midiática foram incluídos no estudo, como o Bostock v. Clayton County, que analisou a possibilidade de demissão motivada pela orientação sexual dos trabalhadores.

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Outro fator analisado foi o apoio à reforma dos tribunais. “Descobrimos que as percepções dos entrevistados sobre a ideologia do tribunal em relação à sua própria estão associadas ao apoio a mudanças institucionais, mas com diferenças importantes entre democratas e republicanos. O fato de tantas pessoas atualmente subestimarem o quão conservador é o tribunal implica que o apoio às mudanças propostas ao tribunal pode ser mais fraco do que seria se as pessoas soubessem com maior precisão a natureza conservadora do tribunal”, destaca a última pesquisa.

Maya Sen, professora da Universidade de Harvard; Stephen Jessee, da Universidade do Texas em Austin; e Neil Malhotra, da Stanford Graduate School of Business, são os responsáveis pela análise. Clique aqui para ler na íntegra.

*Foto: Jimmy Woo/Unsplash

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