Gastos fixos de início de ano podem ser amenizados com planejamento e pagamento prévio

Gastos fixos de início de ano podem ser amenizados com planejamento e pagamento prévio

IPTU, IPVA, DPVAT e por aí vai. Prepare o bolso e o planejamento porque os gastos inevitáveis do início do ano já chegaram. E quem não organiza as finanças corre risco de criar dívidas ou rombos inesperados no orçamento.

Esta semana, um estudo da Leve, empresa de softwares de consultoria de saúde financeira, mostrou que mais da metade dos brasileiros – 52% deles – não fazem ou não sabem como fazer um planejamento financeiro. É um dado semelhante ao que já mostrava um levantamento feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) em 2020. O estudo revelou que cerca de 90% das pessoas não controlam o próprio orçamento e mostrou que a grande maioria dos entrevistados também não realiza planejamento financeiro para fazer frente aos gastos fixos do primeiro trimestre, e pode, por isso, acabar o ano endividada. 

Quem quer fugir das dívidas deve, portanto, colocar na ponta do lápis os gastos com os principais impostos do começo do ano.

Um deles é o IPTU, o Imposto Territorial Sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana, que deve ser pago anualmente por todos os proprietários de imóveis e terrenos no Brasil. A alíquota que incide sobre o tributo varia a cada ano, e os valores totais também dependem de cada município. No Rio, por exemplo, a prefeitura anunciou que vai reduzir o IPTU de cerca de 60 mil imóveis.

Independentemente da variação, esse imposto pode ser quitado gradualmente a partir de janeiro, mas quem faz o pagamento à vista recebe entre 3% e 4% de desconto, também variando de acordo com o município.

Outro imposto que também costuma pesar no bolso de quem possui um ou mais veículos é o IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores), cujo preço anual depende do valor venal de cada automóvel, variando também de acordo com o Estado, modelo e ano de fabricação. A cada ano, o IPVA é recalculado. Mais um motivo para consultar e colocar no papel o valor que será cobrado em 2022.

Um pequeno alívio na conta dos proprietários de veículos também está previsto para este ano: o DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres), o chamado seguro obrigatório e imprescindível para que o carro receba o licenciamento, não será cobrado em 2022. O governo decidiu manter a suspensão do pagamento desse imposto pelo segundo ano consecutivo.

Mesmo sem essa obrigatoriedade, é importante ter em dia seguros privados, do carro, da família e da casa. As seguradoras também revisam os preços a cada ano, mas costumam garantir descontos em pagamentos à vista ou com antecedência. Em alguns casos, é possível também negociar as taxas extras de renovação.

Para que todas as despesas fixas do primeiro trimestre não batam de frente com os gastos das festas de fim de ano e das férias de janeiro, o planejamento financeiro é fundamental.

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