Crédito de carbono: alternativa de desenvolvimento sustentável aliado aos negócios

Pensar na preservação ambiental e no futuro do planeta é indispensável, e essa preocupação deve envolver países, empresas e cidadãos. Uma das alternativas para apoiar o desenvolvimento sustentável que tem ganhado força nos últimos anos é a compensação das emissões de CO2 por créditos de carbono. Além do viés ecológico e de responsabilidade social, a prática também tem movimentado bilhões de dólares no mundo todo.

Um crédito de carbono representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser lançada na atmosfera e é a moeda do mercado de carbono. O recurso funciona como um certificado de que determinada empresa, país ou pessoa reduziu sua emissão de poluentes.

Na prática, as transações são feitas da seguinte maneira: empresas que conseguem economizar na emissão de gases que contribuem para o efeito estufa ganham créditos de carbono, que podem ser vendidos para companhias com alto nível de emissão. Também é possível comercializar com mercados financeiros nacionais e do exterior.

Dessa forma, pode-se equilibrar o nível de emissões de gases na atmosfera. Além disso, as empresas que, por diferentes motivos, não conseguem adotar medidas menos poluentes alcançam suas metas ambientais, enquanto as empresas que efetivamente diminuem sua parcela de poluição no planeta são remuneradas por isso.

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O Brasil deve movimentar até U$ 100 bilhões em crédito de carbono até 2030, segundo estimativa da empresa de consultoria ambiental WayCarbon. O país é o quarto mais poluente do mundo desde 1850, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Rússia.

Para que pessoas ou uma empresa reduzam emissões de CO2 e consigam créditos de carbono, é preciso mudanças nas atividades diárias, como a substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis e até a troca do uso do carro por caminhadas ou bicicletas. Empresas e projetos voltados à preservação do meio ambiente fazem o cálculo das emissões diárias e anuais para outras companhias e pessoas interessadas nessa compensação.

O método faz parte do mercado voluntário de carbono, em que empresas e cidadãos, de forma espontânea, optam por aderir. Esse mercado ainda não está regulamentado, mas o Projeto de Lei 2148/15, em trâmite na Câmara dos Deputados, pretende estabelecer os parâmetros para o seu funcionamento. 

Há também o Protocolo de Kyoto – um acordo internacional assinado em 1997 que estabelece a países que ultrapassam a meta de emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente a compra de créditos das nações que conseguiram ficar abaixo do limite estabelecido.

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